Meu estilo de vida MINIMALISTA

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#VEMGENTE – COQUETEL MOLOTOV

Se você caiu aqui no blog de para-quedas e não sabe o que diabos é o projeto #VemGente, eu sugiro que você leia esse post aqui

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Preciso começar contando que conheci o evento por causa do meu amigo Arthur, que é de João Pessoa e já tinha ido várias edições anteriores. Ele me explicou tudo e chegamos a conclusão que iríamos vivenciar um verdadeiro festival cultura. No Coquetel Molotov, que teve sua primeira edição em BH nesse ano de 2016, tocaram muitas bandas e cantores que são de um cenário mais independente (Congo Congo, que é aqui de MG mesmo, Boogarins, Sofia Freire, Mahmed, enfim, uma lista com mais de 10 atrações), que realmente é um pouco mais a vibe do festival. Em Belo Horizonte ele foi abrigado no Centro e Quatro, um galpão bem grandão que, por conta disso, deixou todo mundo bem confortável lá dentro. Aliás, o Cento e Quatro é um lugar incrível e vale muito a pena conhecer o espaço independentemente de ter ou não outras edições do Molotov por lá. No galpão, as músicas aconteciam em dois lugares diferentes e simultaneamente, no palco principal, que ficava bem no fundo do Cento e Quatro e também, num palco menor que era dentro do cinema, onde eu assisti muito de pertinho dois dos melhores shows da vida que foram os da Sofia Freire e do Mahmed

Ah, claro, já ia esquecendo, na parte do café também tinha um palquinho onde DJs tocaram alternadamente ao longo do dia, e onde a noite rolou Duelo de Vogue -um show a parte que a galera sempre dá. E ainda no café tinha uma espécie de feirinha com brechós e marcas de roupas e acessórios. Sempre nessa pegada de serem produtores locais e/ou menores, o que é incrível né? Acabei conhecendo um montão de coisa bacana e com preço acessível aqui da minha cidade mesmo! Inclusive, destaque para o Brechó Kitsch onde garimpei uma bomber jacket de veludo vintage da Valentino por apenas (pasmem) R$65,00!  Também acabei comprando um colarzinho bem minimalista da Makar Acessórios que já apareceu várias vezes lá no meu insta e no canal também. 

Confesso que foi uma experiência tão maravilhosa que não sei direito nem o que escrever aqui pra vocês, hahaha. Só espero de coração que existam mais e mais edições do Molotov aqui em BH, que eu estarei lá primeiríssima da fila! E falo isso tudo, justamente porque nunca fui uma pessoa muito de ir em show ou curtir essa vibe, mas poder ter visto num cinema super intimista, tão de pertinho, bandas que até então eu só acompanhava pelo spotify, foi muito especial. No vídeo vocês conseguem ter uma real noção no espaço e de como eu me diverti horrores <3

Lugar: Cento e Quatro – Festival Coquetel Molotov
Tipo: Cafeteria, Cinema e Espaço Cultural
Endereço: Praça Rui Barbosa, 104 – Centro, Belo Horizonte – MG
Telefone: (31) 3222-6457
Preço: $$$
Funcionamento: Como o espaço é multiuso, tem que consultar a programação

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3 EM 1 – JAQUETA JEANS OVERSIZED

É com muita felicidade que venho apresentar o primeiro vídeo descente do “3 em 1“, um projeto que há tempos queria tirar do papel e transformar em um vídeo bem feito, com uma carinha mais profissional. Com a ajuda do Arthur estamos conseguindo filmar e experimentar bastante nesse formato. Esse foi o primeiro e já vimos um monte de coisas que podemos melhorar pras próximas edições. Estamos pegando muitas referências e tenho certeza que tem tudo pra ficar cada vez mais incrível! Vocês sabem que eu pratico o armário-cápsula, tem inúmeros posts aqui no blog e vídeos lá no canal. Pensando nisso, e também em uma forma de conseguir mostrar como é legal termos um guarda-roupa harmônico e coeso, acabei criando o 3 em 1.

O PROJETO 3 EM 1, NADA MAIS É DO QUE MOSTRAR TRÊS FORMAS DIFERENTES DE USAR A MESMA PEÇA DE ROUPA. 

Para a Jaqueta Jeans Oversized -que são aquelas maiores do que o nosso número de manequim normal-, pensei em 3 ideias de look.

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ALL JEANS: Eu acho muito descolado produções que são monocromáticas ou temáticas. Tudo preto, tudo branco, tudo jeans… Pensando nisso, combinei a jaqueta com um short jeans de cintura alta da Farm, uma camiseta jeans com estampa de Mickey da Riachuelo e meu tênis branco, que quase anda sozinho, da Vert Shoes. Usaria esse lookinho pra qualquer situação durante o dia, pra bater perna, visitar museus, ir ao cinema, almoçar com as amigas e por aí vai. 

LADY LIKE: Se tem uma coisa que eu adoro é quebrar as regras no mundo da moda. Você acrescenta muito mais interessância à produção quando em cima de um vestido mais elegante joga uma jaquetona jeans grande e meio destruída. Achei legal usar com salto pra deixar a combinação um pouquinho mais formal. Eu iria facilmente jantar em algum restaurante com essa roupa. Detalhe que o vestido fui eu mesma que fiz (comprei um tecido, desenhei o modelo e levei na costureira) e a sandália branca é da Arezzo

URBANO: Eu gosto bastante dessa pegada mais urbana que a jaqueta jeans agrega ao look. então pensei numa produção que representasse bem isso. Querendo ou não, é a forma mais óbvia de usar a jaqueta, mas não precisa ser menos legal por conta disso. Usei com calça jeans preta de cintura alta da Forever 21, blusa GRL PWR da 787 shirts e coturno da minha sis, hahaha. 

GOSTARAM?

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VOLTEI, BRASIL!

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Finalmente, dia 1º de dezembro de 2016, o hiato do canal acabou! Eu, Arthur e Babee ralamos como se não houvesse amanhã pra conseguir fazer acontecer. Foram muitos motivos que fizeram com que eu me afastasse e eu explico todos eles no vídeo, meio um geralzão pra vocês entenderem melhor. Mas agora voltei com tudo, quero muito que o canal cresça e continue me dando as alegrias que já me dá. Tenho conseguido tirar projetos do papel e tenho também experimentado alguns formatos bem diferentes, por isso é muito importante que vocês me falem nos comentários -aqui no blog ou mesmo no canal- o tipo de conteúdo que querem ver e se preferem de uma forma ou outra, porque né, eu tô experimentando e essa é a parte mais divertida hahaha. 

Por conta disso eu também queria falar que provavelmente os primeiros meses podem ficar um pouco desorganizados, porque eu, Babee e Arthur ainda estamos tentando encontrar essa sintonia pra poder subir o conteúdo direitinho pra vocês. E outra coisa que eu meio que deixo em aberto no vídeo mas foi a meta que estabeleci pra esse ano no canal é: Vão ter 3 vídeos por semana! Terças e Quintas às 21horas e Sábados às 11horas. O que vocês acham? 

Acho que é isso mores, todas as informações tão no vídeo! Espero muito o feedback de vocês <3

 

2 In Arte

TATTOO ARTIST: BEL QUINTÃO

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Todo mundo que frequenta esse bloguinho já deve saber que sou apaixonada por tatuagens! Pensando nisso, e também nas mulheres maravilhosas que exercem essa profissão, resolvi que todo mês vai ter um post indicando uma tatuadora musa das galáxias. Não poderia começar por outra pessoa que não fosse a BEL, que é a minha tatuadora real oficial dos últimos tempos (minhas últimas 3 tatuagens fiz com ela, daí cês já percebem o amor)! Nesses posts vão ter perguntas padrão pra todas as tatuadoras responderem e pra ficar mais fácil de identificar o trabalho delas!

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Como você definiria o seu estilo?
Atualmente o principal vem do blackwork e pontilhismo, mas ainda é algo em construção.
Tem muitas coisas que quero agregar que vem do tradicional, como as boldlines do oldschool, ou a fluidez de linhas do neotradicional.

Como você começou a tatuar?

Uhm, foi um pouco aleatório. Eu já trabalhava com ilustração, mas realmente não curtia. Daí um dia estava num bar com o John Dois, amigo meu e tatuador, quando meu namorado comentou que eu tinha vontade de aprender a tatuar – eu tinha dito isso muito vagamente uma vez.
O Dois super empolgou e botou fé de que ia rolar. Me chamou um dia no estúdio dele, emprestou tudo que dava pra emprestar, deu tudo que podia dar, comprei peles sintéticas e em resumo, treinei por uns seis meses até me sentir confortável em tatuar uma pele de verdade.

Qual tipo de tatuagem você mais gosta de fazer?
Essa é a pergunta bem complicada pra mim ultimamente. Estou prestes a tirar um mês de férias, com o intuito de descansar e também definir meu trabalho um pouco mais.
Vai ser um mês de muita produção e a ideia é chegar em janeiro com desenhos pra apresentar e que definam isso melhor. Se tem algo que sei que não pode faltar são as boldlines e finelines usadas juntas pra dar bastante contraste e as referências ao universo pop e animes (é bom se preparar pra uma chuva de anime <3)

Qual a tattoo mais marcante que você fez?
Acho que foi uma das minhas primeiras, não pelo trabalho em si – apesar de ainda gostar dele – mas pelo motivo.
Um amigo que não tinha nenhuma tatuagem, e nunca tinha demonstrado interesse em fazer, me mandou uma mensagem de que queria tatuar os dois antebraços comigo. Tinha um mês que eu tatuava, e a resposta foi um “não” bem direto (na verdade um “nem fudeno”).
Depois ele me explicou com calma que a Limonada, cachorrinha dele, tinha morrido e que ele queria fazer comigo porquê sabe o tanto que eu curto cachorros, entendo o que é ter um cachorro com uma doença tensa e tratar (eu tinha dois boxer em tratamento de leishmaniose na época), enfim, tinha que ser comigo.
A tatuagem é em um braço pra a Limonada, no outro pro Xampú, outro cachorrinho dele que também já morreu.
Foi a primeira vez que eu presenciei o quanto uma tatuagem pode deixar alguém grato e emocionalmente feliz. É bem legal.

Dicas pra quem não tem tatuagem mas tem vontade de ter
Não peça pra um tatuador de blackwork fazer aquarela, ou o de aquarela fazer realismo, ou o de realismo fazer oldschool e por aí vai, porquê ou não vai rolar, ou corre risco de você ter um trabalho ruim.
Conheça o trabalho do tatuador. Veja vários trabalhos dele e escolha alguém que tenha portfólio do que você procura.

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0 In Cinema e TV

A CHEGADA – DENIS VILLENEUVE

Segunda, eu e mais três amigos (beijos Tati, Frá e Arthur) fomos a pré-estreia do filme “Arrival” (ou A Chegada, em português), a convite da Laura da Espaço Z. Migos, cês me conhecem, cês sabem o tanto que eu gosto de cinema, então podem imaginar o quanto achei legal poder participar dessa sessão fechada pra imprensa. E ainda por cima dividir o momento com pessoas muito queridonas no meu coração. 

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Vamos lá tentar falar um pouquinho do filme pra vocês sem dar spoilers, o que talvez seja uma missão um tanto quanto impossível, mas o que importa é o empenho. Logo que Laura me convidou, o que me deixou mais empolgada é que era um filme do Denis Villeneuve. Até o ano passado, não tinha assistido nada dele, mas foi quando vi “Sicario” que a minha curiosidade pelo diretor aguçou. Lembro que pouco tempo depois estava eu lá fazendo maratona comendo pipoca. Então, fui procurar o trailer e vi que se tratava de uma ficção científica com alienígenas e confesso, rolou a famigerada brochada. Esse gênero não é dos que me chamam mais a atenção e, os filmes que costumo gostar que tão nessa categoria, acabam me atraindo pelos diálogos e pelas histórias paralelas – que já adianto, foi o que acontece em Arrival.

Logo nos primeiros minutos, nos deparamos com a protagonista, Louise Banks (interpretada pela Amy Adams), e sua filha Hannah interagindo. Em um esquema meio “Up – Altas Aventuras“a história da vida delas vai sendo contada desde a infância de Hannah, até a sua morte prematura ainda adolescente. E é só depois desse “pré” que o filme realmente começa. A Louise é uma linguista muito renomada e é recrutada pelos militares, que estão sob o comando do Coronel Weber, para se comunicar com os alienígenas e tentar descobrir qual é o objetivo deles aqui na Terra. Logo que ela chega no acampamento militar montado perto da nave, conhece o físico matemático Ian Donnelly, que irá comandar a equipe junto dela. Só que imaginem vocês que 12 naves pousam em 12 países diferentes e 12 líderes mundiais precisam entrar em acordo entre si. O diálogo nem sempre é pacífico e os personagens enfrentam o medo de uma terceira guerra mundial a todo tempo.

“If you could see your whole life laid out in front of you, would you change things?”

Mas apesar de toda essa tensão e das intrigas internacionais, depois do plot twist que acontece mais no final do filme, tive pra mim que o contexto alienígena era só um terreno criado para germinar uma história muito mais complexa e emocional. Uma história que na verdade é sobre reflexões e diálogos internos e sobre um amor tão profundo que por vezes não temos capacidade para entender as decisões que são tomadas em torno dele. A reflexão que o filme propõe é se seríamos capazes de roubar do outro e de nós mesmos esse tempo comum compartilhado aqui na Terra, se soubéssemos que um dia esse outro sentiria dor e nós sentiríamos sua perda. Os pensamentos que revirei por dias depois de assistir o filme de Villeneuve foram pontuais e recorrentes. Sabem quando temos aquela sensação de que experimentamos algo exatamente na hora que precisamos? Pois então, a reflexão veio em mim quase de uma forma avassaladora mas, pensando bem, acredito que viria para qualquer pessoa disposta a refletira-chegada-denis-villeneuve