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A CHEGADA – DENIS VILLENEUVE

Segunda, eu e mais três amigos (beijos Tati, Frá e Arthur) fomos a pré-estreia do filme “Arrival” (ou A Chegada, em português), a convite da Laura da Espaço Z. Migos, cês me conhecem, cês sabem o tanto que eu gosto de cinema, então podem imaginar o quanto achei legal poder participar dessa sessão fechada pra imprensa. E ainda por cima dividir o momento com pessoas muito queridonas no meu coração. 

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Vamos lá tentar falar um pouquinho do filme pra vocês sem dar spoilers, o que talvez seja uma missão um tanto quanto impossível, mas o que importa é o empenho. Logo que Laura me convidou, o que me deixou mais empolgada é que era um filme do Denis Villeneuve. Até o ano passado, não tinha assistido nada dele, mas foi quando vi “Sicario” que a minha curiosidade pelo diretor aguçou. Lembro que pouco tempo depois estava eu lá fazendo maratona comendo pipoca. Então, fui procurar o trailer e vi que se tratava de uma ficção científica com alienígenas e confesso, rolou a famigerada brochada. Esse gênero não é dos que me chamam mais a atenção e, os filmes que costumo gostar que tão nessa categoria, acabam me atraindo pelos diálogos e pelas histórias paralelas – que já adianto, foi o que acontece em Arrival.

Logo nos primeiros minutos, nos deparamos com a protagonista, Louise Banks (interpretada pela Amy Adams), e sua filha Hannah interagindo. Em um esquema meio “Up – Altas Aventuras“a história da vida delas vai sendo contada desde a infância de Hannah, até a sua morte prematura ainda adolescente. E é só depois desse “pré” que o filme realmente começa. A Louise é uma linguista muito renomada e é recrutada pelos militares, que estão sob o comando do Coronel Weber, para se comunicar com os alienígenas e tentar descobrir qual é o objetivo deles aqui na Terra. Logo que ela chega no acampamento militar montado perto da nave, conhece o físico matemático Ian Donnelly, que irá comandar a equipe junto dela. Só que imaginem vocês que 12 naves pousam em 12 países diferentes e 12 líderes mundiais precisam entrar em acordo entre si. O diálogo nem sempre é pacífico e os personagens enfrentam o medo de uma terceira guerra mundial a todo tempo.

“If you could see your whole life laid out in front of you, would you change things?”

Mas apesar de toda essa tensão e das intrigas internacionais, depois do plot twist que acontece mais no final do filme, tive pra mim que o contexto alienígena era só um terreno criado para germinar uma história muito mais complexa e emocional. Uma história que na verdade é sobre reflexões e diálogos internos e sobre um amor tão profundo que por vezes não temos capacidade para entender as decisões que são tomadas em torno dele. A reflexão que o filme propõe é se seríamos capazes de roubar do outro e de nós mesmos esse tempo comum compartilhado aqui na Terra, se soubéssemos que um dia esse outro sentiria dor e nós sentiríamos sua perda. Os pensamentos que revirei por dias depois de assistir o filme de Villeneuve foram pontuais e recorrentes. Sabem quando temos aquela sensação de que experimentamos algo exatamente na hora que precisamos? Pois então, a reflexão veio em mim quase de uma forma avassaladora mas, pensando bem, acredito que viria para qualquer pessoa disposta a refletira-chegada-denis-villeneuve

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